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Perder peso é importante, mas não deixe que isso defina a sua vida!

Dia Mundial da Obesidade


Como contribuir socialmente

No Dia Mundial da Obesidade temos uma oportunidade para refletir e apoiar ações que possam ajudar as pessoas a alcançar e manter um peso saudável. Visões simplistas do peso como uma escolha pessoal ainda permanecem em nosso imaginário social e levam à estigmatização, afetando a confiança, criando barreiras ao acesso a cuidados de saúde e prejudicando a saúde mental e física.

Entretanto, está bem estabelecido pela ciência que a obesidade é complexa, multifatorial, ou seja, integra múltiplos componentes, como fatores genéticos, ambientais, socioeconômicos, emocionais, culturais e relativos aos hábitos alimentares. Simplificar as causas do excesso de peso minimiza os desafios que as pessoas enfrentam para viver de forma mais saudável. Respeito e apoio são fundamentais. É preciso enxergar para além de estereótipos e da responsabilização da pessoa que vive com obesidade. A culpabilização puramente individual cria estigma e é prejudicial à saúde.

Para reduzir o estigma e a discriminação, é necessário reduzir a culpabilização individual e melhorar a compreensão do excesso de peso como uma condição de saúde que é extremamente complexa e que envolve uma série de fatores e não apenas vontades e escolhas das pessoas. Ter mais respeito e cuidado com as pessoas com sobrepeso e obesidade é uma tarefa social.


Como me apoiar se estou vivenciando essa condição

Quando vivenciamos experiências estigmatizantes em nosso ambiente social, aprendemos a nos estigmatizar, evento denominado de auto estigma do peso caracterizado por um aspecto de autodesvalorização e pelo medo de sofrer estigma social.


O auto estigma pode estar associado a estratégias de mudanças pautadas pela aversão por si mesmo e autocrítica depreciativa, o que pode resultar em rápidas mudanças de comportamento, as quais não se sustentam a longo prazo, além de adicionar mais sentimentos de vergonha, inadequação ou desgosto. Punir a si mesmo, dessa maneira, tem a probabilidade de fazer você se sentir pior e também exaure sua vitalidade.


Embora possa parecer que uma dura autocrítica a motivará para a mudança, o oposto frequentemente é válido. Para as pessoas que lutam contra o peso, o desgosto e a autocrítica frequentemente as levam a se alimentar de uma maneira emocional.


Por outro lado, construir um repertório de relacionamento consigo mesma pautado na bondade, apoio e encorajamento tem se mostrado um caminho mais promissor na direção de mudanças melhores sustentadas a longo prazo. Aqui estamos falando sobre autocompaixão que é considerada pela ciência uma maneira eficaz de produzir essas mudanças.


Pode-se começar a praticar a autocompaixão tratando a si mesma com bondade amorosa: ser carinhosa e atenciosa consigo mesma, especialmente quando estiver sofrendo. Isso talvez pareça simples, mas pode ser difícil de fazer. Envolve reparar quando os pensamentos críticos estão presentes e você sente o impulso de se recriminar e, em vez disso, agir com bondade. Pense em tratar a si mesma como você trataria uma pessoa querida que estivesse com dificuldades.


Faça o que importa

Uma das particularidades da autocompaixão diz respeito a se comportar de um modo que seja importante para você. Uma das melhores maneiras de praticar a autocompaixão é fazer coisas que para você valem a pena: dedicar-se a atividades estimulantes e dinâmicas, buscar e promover a conexão com os outros, cuidar de si mesma física e emocionalmente – o que quer que seja importante para você.


Identifique hoje – neste momento – algo que valha a pena para você, uma coisa importante que você poderia fazer para tornar o seu dia mais significativo e satisfatório e que te apoie em seu processo ampliando a sua vida para além da perda de peso por si mesma. Não que perder peso seja algo a não ser considerado, muito pelo contrário. O ponto é não fazer disso a sua âncora de Vida.

 

Autora: Luciana Pacheco

CRP: 09/15611

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