A importância do brincar para uma infância saudável: o que nossas crianças estão deixando de viver?
É interessante lembrarmos de que, quando éramos crianças, vivíamos rodeados de outras crianças, correndo de uma casa para outra, brincando na rua ou até mesmo no pátio do prédio até tarde da noite. Muitas vezes, esses eram os momentos de maior proximidade e construção de vínculos com outras crianças.
Era chegar da escola, correr para fazer nossas tarefas e já chamar os amigos para brincar um pouco. E as brincadeiras eram diversas: pique-pega, pique-esconde, salva-bandeirinha, casinha, futebol, andar de bicicleta ou até mesmo de patins, pular corda e elástico… Quantas brincadeiras faziam parte da nossa infância!
Como tem sido a infância das crianças de hoje?
Hoje, quando paramos para refletir sobre a infância de nossas crianças, algumas perguntas surgem: como tem sido essa experiência? Do que, com quem e como elas brincam?
Uma das queixas mais comuns que podemos escutar, principalmente enquanto psicólogas, é:
“Meu filho não sabe brincar.”
“Minha filha não brinca sozinha.”
“Falta criatividade para as brincadeiras de hoje em dia.”
“A tecnologia está roubando a infância das nossas crianças.”
Mas será que nossos filhos e filhas realmente não sabem mais brincar? Ou será que nós, adultos, que também já fomos crianças, não estamos mais disponibilizando tempo e disposição para participar das brincadeiras e ajudá-los a descobrir novas formas de brincar?
Por que o brincar é tão importante para o desenvolvimento infantil?
O brincar é um direito fundamental da criança e se constitui nas relações interpessoais. É também por meio da nossa mediação que as crianças ampliam suas possibilidades de brincar.
E aprender a brincar significa, na vivência de uma criança, aprender a se posicionar no mundo, se expressar, compreender os próprios limites e os do outro, criar estratégias, reconhecer sentimentos e experimentar diferentes papéis sociais.
Na brincadeira, podemos ser a professora, a tia, o irmão mais velho, a mãe… E, principalmente, podemos descobrir diferentes possibilidades de viver.
Seja no faz de conta, nas brincadeiras estruturadas ou no brincar livre, o importante é que a brincadeira tenha um papel central no desenvolvimento infantil.
Afinal, brincar também é uma maneira de conhecer o mundo, construir vínculos e viver experiências próprias da infância.
O olhar da psicologia para a infância
Respeitar a infância também envolve compreender as necessidades emocionais de cada criança e reconhecer a importância das experiências que fazem parte do seu desenvolvimento.
Nesse processo, a psicoterapia infantil pode ser uma importante aliada, oferecendo um espaço de acolhimento, escuta e expressão para as crianças, além de orientação para suas famílias.
Na Guidus, contamos com psicólogos que atuam no acompanhamento de crianças e famílias, respeitando as particularidades de cada fase do desenvolvimento.
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E aí, vamos brincar?
Autora: Psicóloga Maria Júlia de Oliveira Silva
CRP: 09/12822




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