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Depois dos 30: por que encontrar um relacionamento parece mais difícil?

Mais um Dia dos Namorados chegando e algumas mulheres podem se pegar pensando: 'Gente, será que eu vou virar beata?'. Brincadeiras à parte... quem é mãe solo e já passou dos 30 sabe que essa piadinha esconde um fundo de verdade que às vezes aperta o peito.

Passar o Dia dos Namorados sozinha depois dos 30 e sendo mãe tem um peso diferente, a carência e o medo de nunca mais viver um romance de verdade podem bater na porta. Não é sobre "falta de homem", é sobre excesso de critérios — e que bom que tem critérios agora!


A verdade é que essa mulher é forte. Ela trabalha, cuida de filho, paga conta, resolve os B.O.s da casa e é extremamente funcional. Ela não tá 'encalhada' por falta de opção. O buraco é mais embaixo: ela não quer — e não aceita — qualquer negócio.

Depois dos 30, e principalmente depois da maternidade, o filtro dessa mulher muda. Ela amadureceu emocionalmente. E justamente por saber exatamente o que merece, o espaço para o outro diminui. Não dá mais para aceitar migalhas só para ter uma foto bonita no feed no dia 12 de junho. Só que... ser forte o tempo todo cansa. E a exaustão emocional, às vezes, se disfarça de solidão. É aí que muitas vezes pode existir um conflito entre independência, exaustão emocional e carência afetiva. Diante desse conflito pode surgir angústia e sofrimento, nestes momentos a terapia pode ser a sua melhor ferramenta para lidar com tudo isso.


Se esse medo de ficar sozinha para sempre também bateu aí com a proximidade dessa data, deixa eu te lembrar de uma coisa que a maturidade e a terapia nos ensinam a duras penas: Pior do que estar sozinha, é se abandonar para caber na vida de alguém. Ter medo de nunca mais viver um amor é legítimo, mas o amor-próprio que você construiu até aqui é o seu maior patrimônio.


Você não está sozinha nessa jornada. Feliz dia do 'amor que a gente se dá', e que você possa se dar esse amor todos os dias.



Autora Psicóloga Thaynara Araújo

CRP:09/01239-7

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