top of page
LOGO GUIDUS HORIZONTAL POSITIVO 1.png
  • Instagram
  • Facebook
  • LinkedIn
  • Youtube

Por que sempre acho que sou o problema no meu relacionamento?

Muitas pessoas chegam à terapia carregando “verdades” que não são suas, como acharem que são difíceis de amar. Não dizem isso logo de cara. Mas está lá, escondida em frases como "eu sei que sou complicada", "não me aguento às vezes" ou "acho que peço demais das pessoas".

O que poucos percebem é que essa crença raramente nasce sozinha. Ela é construída. Aos poucos, relação por relação.

Quando amar virou sinônimo de se diminuir

Pense em quantas vezes você ajustou o que sentia para não incomodar alguém. Pediu menos do que queria. Esperou mais do que devia. Engoliu o que doía porque tinha medo do que poderia acontecer se você falasse.

Isso não é fraqueza. É o que acontece quando, em alguma relação importante, demonstrar o que você sente teve um custo alto demais.

Com o tempo, você foi aprendendo: ocupe menos espaço, espere menos, peça menos. E foi funcionando, pelo menos no sentido de que os conflitos diminuíram e sua personalidade também. 

A culpa que sempre volta

Nas relações onde esse padrão se instala, existe um mecanismo quase invisível: quando algo dá errado, a responsabilidade tende a cair sobre você. Não necessariamente porque alguém acusou. Às vezes porque você mesmo começou a procurar o erro em si antes de qualquer coisa.

"Eu fui sensível demais." 

"Eu exagerei." 

"Eu devia ter ficado quieta."

Quando isso se repete por tempo suficiente, vira uma narrativa interna. E narrativas internas são difíceis de questionar porque parecem verdades, não interpretações.

O que o amor não deveria pedir

Amor não deveria exigir que você se apague para permanecer.

Ter necessidades é humano.

Querer presença é humano. 

Sentir dor quando algo machuca é humano. 

Numa relação saudável, essas coisas têm espaço de troca e não punição.

Quando uma relação só funciona enquanto você diminui, o problema não está em você. Está na relação.

Então de onde vem essa crença?

A crença de que somos difíceis de amar costuma se formar em contextos onde nossas necessidades emocionais não foram acolhidas: seja na infância, em relacionamentos afetivos ou em vínculos importantes ao longo da vida. Quando pedimos cuidado e recebemos indiferença, crítica ou rejeição de forma repetida, criamos uma explicação que parece fazer sentido: o problema está em mim.

Dentro da lógica de quem viveu aquilo, essa conclusão é compreensível. Mas ela é equivocada.


O que pode mudar com a terapia

Na terapia, você começa a entender de onde veio esse padrão. Reconhece quais vínculos moldaram a forma como você se enxerga. Aprende a separar o que é seu do que foi colocado em você por circunstâncias e pessoas que também carregavam suas próprias limitações.

E, aos poucos, começa a construir uma relação consigo mesma que não depende de se tornar menor para se sentir amável.

Você não é difícil. Você só tentou ser amada por quem não sabia fazer isso.


Comentários


bottom of page